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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Porto Seguro - BA [09 a 16 de Janeiro de 2016] - Parte 06

Agora estou continuando com o Relato de nossa Viagem para Porto Seguro, na Bahia.


Começarei contanto a partir do momento em que chegamos na Tribo dos Índios Pataxós de Coroa Vermelha.

[PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06]

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Clicar: [PARTE 01]

Quinta, 14 de Janeiro de 2016 (Cont.)

Descemos num bar que fica ao lado da Aldeia e ali recebemos um Índio Pataxó, chamado Jonpeke [significa fogo na língua pataxó], que nos explicou um pouco sobre a cultura deles e pediu que todos entrássemos na tribo entre os Totens para que qualquer energia negativa, chamada de Urucubaca por eles, ficasse por ali entre os Totens e não com a gente.



Esses são os totens que nos protegem das urucubacas.
Antes de entrar na aldeia todos deviam levantar as mãos e dizer:


- XÔOO URUCUBACA!!!
- XÔOO URUCUBACA!!!
- XÔOO URUCUBACA!!!

E depois passamos calmamente entre os totens, o detalhe mais importante está para a hora da volta. Dizem que se você passar por eles ao voltar vai pegar a urucubaca de todos que passaram por ali antes de você!

Fomos levados até próximo de uma cruz que representa o local de celebração da primeira missa católica do Brasil [na verdade a cruz original está em Portugal e o local exato onde essa missa ocorreu estava a cerca de 200 metros dali onde estávamos, bem pertinho do mar, de acordo com o próprio Jonpeke].

Enquanto andávamos fui tirando algumas fotos e apesar dessa aldeia ser super moderna para mim [sempre achei que veria ocas feitas de palha por aqui], era bem extensa e contava com dezenas e mais dezenas de lojas.












É loja que não acaba mais, a área é bem grande e também conta com o Museu do Índio, onde as maiores tribos da região se juntaram e deixaram várias coisas da cultura indígena a mostra, até mesmo as armadilhas usadas por eles antigamente para caçar estão expostas nesse museu.




Jonpeke contou que por aqui foi realizado a primeira e a segunda missa do Brasil e um pouco mais da história dessa região. Em seguida fomos apresentados ao pajé da tribo e também atual dono dessa farmácia indígena.



Aqui nos explicaram mais coisas interessantes, como o modo que pode ser usada essa coroa de penas chamada cocar e até que o pajé anterior morreu queimado, a caminho de uma reunião para a demarcação de terras indígenas em Brasília.

Nos contaram que o ministério público já tentou fechar as portas da farmácia porque faziam propaganda de curar coisas difíceis, como impotência e infecção urinária e se comprovassem que os remédios não surtiam efeito ela ficaria permanentemente fechada... Bom! ... até o pajé se vangloriou e nos mostrou que a loja está aberta até os dias de hoje e está funcionando normalmente.

Explicaram muito mais coisas, mas eu estava querendo comprar e nosso tempo por aqui seria somente das 15:00 às 16:00h e só essas coisinhas já tinham comido metade do nosso tempo, por isso saí de fininho e fui às compras com a Luciana.






Aqui tinha de tudo: souvenires, artesanatos, talheres, utensílios indígenas em geral para o lar, ímãs, quadros, ornamentos indígenas, camisas de “fui ali” escrito Porto Seguro, camisetas de times, calças, outros vestuários, ornamentos, coisas que você imagina, não imaginou e muito mais, é tanta coisa que é até difícil saber tudo que vendem por aqui.

Mas o cerco apertou e começou a chover muito forte de uma vez só e isso nos atrapalhou bastante já que a gente não tinha nenhuma proteção contra a chuva, por isso aos poucos fomos pulando de loja em loja pelas beiradinhas, até que paramos em uma loja bem interessante:




Aqui a Lu não resistiu e comprou essa linda cesta de pães, antes ela também adquiriu duas colheres de madeira por um preço muito em conta.


A chuva ficou ainda mais forte e nosso horário estava vencendo, então não teve jeito, tivemos de sair correndo que nem loucos pela rua na chuva mesmo para chegar a tempo na Van.



De lá fomos embora, rumo ao Hotel Márlim e mesmo assim chovia de vez em quando.




Já no hotel descansamos até de noite e mais uma vez, fomos para a Passarela do Álcool para jantar. [Notas: Parece que somos viciados nessa Passarela do Álcool, mas esse local tem tantas opções de coisas para se fazer, comer ou comprar que a gente não se cansa dali, e olha que nós dois não bebemos, se bebêssemos acho que nem sairíamos desse lugar de tão gostoso que é!!!].

Nessa quinta o Centro estava realmente lotado, tentamos primeiro ir no Theta’s que a Lu gostou mais, mas o ambiente estava mega abarrotado e o garçom “não viu a gente”, então saímos dali e tentamos o Mama’s, aquele lugar que comemos a pizza no início da viagem, mas igualmente, nem tinha lugar de tanta gente e as pessoas não paravam de chegar lá.

Como eu ainda estava carregando o Galão de 5 litros de água que compramos no supermercado, voltamos pro hotel e saímos de novo, dessa vez procurando outro local para comer, e chegamos numa lanchonete que oferecia petiscos e entradas, então pedimos um pescado já que os peixes da praia são muito mais gostosos do que os servidos em Minas Gerais.



Bem servidos, a Lu fez uma gracinha e comprou uma Paleta do Porto Paletas para nos refrescarmos do calor por dentro!



Como fizemos muitas coisas nesse dia, voltamos para o Hotel e nos preparamos para o último dia de passeios, já que sábado apenas voltaríamos para casa. Para terminar com o assunto dos indígenas estou colocando um glossário, produzido pelo Site Índios Online, que mostra algumas palavras usadas na língua original Pataxó.



Sexta, 15 de Janeiro de 2016

Acordamos um pouco mais tarde, já que a Van nos pegaria somente às 9:40h, começamos a arrumar nossas malas e lanchamos no Hotel, mas dessa vez a Lu trouxe seu próprio suco.


Passado algum tempo a Van da Coconut chegou para nos buscar. Chegamos bem rápido no local porque o Píer era perto dali [em boa parte dos dias andamos até chegar próximo do píer e não tínhamos visto ele ali]




O local estava muito desorganizado e bagunçado e o guia dessa vez não foi prestativo como os outros guias, então ficamos meio que parados, à toa e com raiva dele, porque no dia anterior cheguei a olhar esse pacote no Centro e vi que o pessoal cobrava perto da metade do valor que pagamos nesse daqui e a empresa não fez nada nele, apenas nos buscou e nos trouxe do Hotel. [Notas: Pra quem está hospedado no Centro, observe se você está perto do Píer como nós e se estiver faça por conta própria que sairá muito mais barato]

Mas o mal já estava feito e como eu paguei tudo no crédito no início do passeio não dava pra fazer nada, então nos focamos mais no que conheceríamos e esperamos dar o horário de saída dos barcos.


Aqui os ambulantes alugam essa capinha para proteger a câmera, que é muito boa e ajuda a gente a tirar as fotos no alto-mar sem se preocupar. [Nos valores de 2016 o aluguel custou R$ 10,00]


A moça monta e veda a câmera toda na hora, a primeira vista parece que as imagens saem embaçadas, mas é só impressão, tirei muitas fotos e todas saíram com a qualidade perfeita, quase como se não tivesse nada embalado nela e o melhor: não estragou minha câmera mesmo mergulhando ela na água várias vezes para testar.

O acessório mais importante aqui são esses sapatinhos, que os ambulantes alugam por R$ 10,00 [nos valores de 2016] e é um item obrigatório, pois não se pode andar descalço nos recifes.


E também alugam a Máscara de Snorkel, que custa R$ 15,00 o aluguel, o guia falou que era desnecessário, mas quis desafiar ele e pedi mesmo assim [perdi R$ 30,00 de bobeira porque realmente não são necessárias, mas achei elas bem legais e estilosas].

Quando deu o horário adentramos no Píer e fomos até a Escuna.





A embarcação é bem simples, mas equipada com colete salva-vidas e botes, caso sejam necessários e dispõe de dois andares, um é fechado e nele há bancos para os visitantes, e no outro, que é aberto, os mesmos podem apreciar o forte sol baiano. [Eu até tinha pensado em ficar em cima, mas a Lu me convenceu e permanecemos na parte de baixo que era protegida do sol, e a escolha dela foi bem certa - seu eu tivesse ficado lem cima estaria que nem um camarão frito ao final do passeio]






Após todos os turistas, devidamente marcados com essa pulseirinha chegarem e se acomodarem partimos.


Fomos cada vez para mais longe da costa, num passeio de escuna que demorou cerca de 40 minutos até chegar no Recife de Fora.




A nossa frente só havia o mar que parecia infinito, e atrás a costa que ia ficando cada vez mais longe, o barco balançava um pouco, mas até que eu resisti bem, já a Lu resolveu tomar um Dramin para não sentir enjoo no alto-mar. Nesse meio tempo deu pra circular por quase todo o barco e tirar mais algumas fotos nossas e também da paisagem ao nosso redor.



Nossa embarcação estava cheia de argentinos e consegui conversar com eles, alguns vieram de Mendonça, outros de Buenos Aires e alguns de outros lugares que não me lembro do nome direito.

Passados os 40 minutos chegou a hora de descer do barco. Tanto eu quanto a Lu sentimos um pouco de medo porque na hora de descer o bote estava balançando muito e o mar parecia muito fundo, como ela não sabe nadar e eu estou totalmente fora de forma no nado ficamos bem apreensivos.


Assim que um pequeno grupo foi colocado na boia um funcionário remou e nos levou até o local do recife.

Os argentinos encararam numa boa, muitos estavam rindo felizes da vida.
Navegamos pela distância da foto abaixo, mais ou menos até onde estava aquele grupinho de pessoas lá no fundo:

Essa foto foi tirada antes de entrarmos no bote.
Pulei no mar assustado porque não sabia como descer do bote e se era fundo ou não, mas assim que saí vi que era raso.


Aqui andamos devagar, todos em marcha e seguimos para a área onde o guia do passeio queria nos mostrar.



Todos fizeram um circulo e ele começou a palestrar, nos informando sobre os animais encontrados por aqui, sobre os corais, conservação e muito mais, sempre demonstrando os animais marinhos para os visitantes [às vezes até tentava falar um portunhol meio errado, que de certa forma os argentinos também conseguiam compreender. Infelizmente eu só consegui ver de verdade depois que cheguei em minha casa ao final do passeio e editei as fotos, já que meu grau é alto e tive de fazer o passeio sem o meu óculos, pois de longe vejo tudo embaçado].


Zoom para aproximar mais:


Conhecemos o estranho Pepino do Mar, que ele carinhosamente chamou de mijão, porque quando esse tipo de animal está assustado mija para afastar os predadores. Vimos outros seres mais estranhos [que como não estava enxergando agora não sei identificar o que era e porque estava ali]:


Agora com zoom:


Fomos apresentados a outros ouriços do mar. O rapaz explicou que mesmo que você pise de leve não acontecerá nada, mas se pisar pesado! Aí pode preparar pra ter uma febre daquelas mais brabas!


Zoom na Foto:

Consegui ver muitos dos ouriços pretos na praia, já esse marrom só aqui mesmo no Recife de Fora.
Descobrimos que existem até Estrelas do Mar com 6 perninhas [Na verdade existem algumas com mais de 40 perninhas no Alto-Mar].


Zoom para aproximar mais a foto:


E um achado incrível, uma concha que tem mais de 40 anos:


Zoom pra facilitar nossa vida:


Muitas pessoas pegam conchas grandes para colecionar ou fazer algum tipo de artesanato e por isso uma enorme quantidade desse tipo de concha deixou de existir no oceano. Ele explicou que é possível encontrar conchas ainda maiores do que essa que avistamos.

A área que podíamos andar era bem ampla e tínhamos de tomar cuidado para não passar de onde estavam delimitadas as estacas. Uma criança pode andar tranquilamente em boa parte dessa área e quanto mais se aproximasse das estacas mais fundo ia ficando.


O guia daqui contou que já chegou a contar 43 navios nessa área e que o próprio pessoal do Projeto Recife de Fora fez denúncia no Ministério Público e nos dias atuais passam por aqui somente 400 pessoas por dia. Uma movimentação muito brusca pode levantar sedimentos e destruir os corais:


Infelizmente o pessoal daqui não ouviu bem e acabou levantando muitos sedimentos na hora de andar pelo recife. Parecia até que estavam marchando. O próprio rapaz explicou que eles usam apenas uma pequena área desse recife, preservando assim todo o resto, ajudam o projeto e fazem com que as pessoas conheçam mais sobre o trabalho deles.

[Se com poucas pessoas como no nosso grupo já se levantava sedimentos, imagina o que era levantado por todas as pessoas dos 43 navios que atracavam nessas áreas antigamente? Poderia facilmente até destruir os recifes daqui]

Ao terminar a palestra andamos mais um pouco, numa área que estava mais cheia de pessoas, por ali nadamos, avistamos alguns peixinhos e esperamos para tirar uma foto bem especial.






Cada embarcação tinha um marinheiro responsável para tirar as fotos e eles andavam com algum tipo e ração para peixe numa sacolinha, por isso os peixes se amontoavam ao redor deles.


Quando chega a sua vez eles jogam um pouco dessa "ração pra peixe" perto do casal, pessoa ou família, ou no caso nós e o resultado disso é uma foto incrível:


[[[Na hora eles tiravam mais de uma foto e depois, já na embarcação os turistas escolhiam as que mais gostavam. Custava R$ 15,00 por foto nos valores de 2016, que eram pagas somente quando eles entregassem a foto para o cliente no seu respectivo hotel]]]

Quando alguém gritou Flor de Lis, o nome do nosso navio, tivemos de voltar. Andamos um bocadinho, mais ou menos até próximo de onde estavam os navios na foto abaixo:


Esperamos nosso bote, subimos nele de novo e navegamos até próximo do barco.





Foi o maior custo porque estava balançando muito, mais ainda na hora que subíamos as escadas, mas de alguma forma todos do nosso bote conseguiram subir. Ali comprei um salgado pra gente, já que até agora não tínhamos comido quase nada.


Comemos e paramos pra tirar mais uma foto juntos na escuna.


E não resisti, como o barco estava balançando demais e comecei a sentir mal tive de tomar um Dramin, que depois de poucos minutos fez com que meu mal-estar sumisse para o limbo. Nossa volta foi mais rápida porque o vento estava ao nosso favor, então não demoramos tanto quanto na ida.








Subimos o Píer e voltamos para a Costa do Centro de Porto Seguro.



Pegamos um carro e voltamos pro Hotel Márlim.



No Hotel resolvemos comer apenas um lanche reforçado e dormimos a tarde inteira porque um dos efeitos colaterais do Dramin é fazer com que a pessoa sinta muito sono. Lá pras 18:00h mais ou menos fomos até o Centro e comemos no Theta’s.



Mesmo quando jantava eu ainda estava com sono, nunca tinha sentido tanto sono na vida. Pedimos um prato comum pra matar a fome, sem deixar, claro, de levar uma tapioca baiana para experimentar no Hotel depois.

Mais a noite comemos elas, que são muito gostosas, mas pareciam bem maiores nas fotos que vimos no cardápio do restaurante.

Tapioca de Brigadeiro
Tapioca de Frango c/ Catupiry
De certa forma eu já meio que imaginava que poderia queimar um pouco, já que durante toda a semana tive de tomar muito cuidado por conta do ombro e nuca um pouco vermelhos, só não contava que ficaria tão queimado após esse passeio no alto-mar.


Para aliviar passei uma pomada para assaduras [que ajudou bastante nos outros dias] e quando cheguei na minha casa após essa viagem passei a usar outras coisas mais efetivas, no fundo não foi nada sério e o ocorrido vale apenas pra lembrarmos que todo mundo deve tomar cuidado com o sol forte. Se o problema fosse um pouco mais sério ainda seria possível passar Pasta D’água para aliviar a dor e se recuperar das queimaduras, mas no meu caso não foi necessário.

[Dica: se você é brancão e toma pouco sol como eu aconselho que use Sundown fator 60 e espalhe bastante no corpo antes de entrar na água do alto-mar. Para os outros passeios o Fator 50 aguentou o tranco na boa.]

Pronto! Com tudo feito dormimos, sábado seria o dia da volta para casa.


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Clicar: [PARTE 07]

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