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domingo, 1 de maio de 2016

Atol das Rocas, mais que um paraíso brasileiro, um santuário

Nesse post você conhecerá o Atol das Rocas.



Uma reserva biológica com exuberância de vida, que é um verdadeiro espetáculo da natureza e se tornou um referência em pesquisas sobre a vida marinha no Brasil.

O Atol das Rocas é um agrupamento de ilhas vinculadas ao estado do Rio Grande do Norte, localizadas a 260 km a nordeste de Natal. 



As suas duas ilhas formadoras são a Ilha do Farol e Ilha do Cemitério. Trata-se de um dos principais ambientes ecológicos do Brasil e, em razão disso, foi transformado na primeira unidade de conservação marinha do Brasil em 1979, ganhando o status de Reserva Ecológica.




Um Atol é uma ilha de corais formada sobre uma superfície submersa composta por bancos de areia ou formações vulcânicas. Além dos corais, formam-se vários tipos de vegetações e surgem várias espécies de animais. Trata-se então, de uma ilha de formação não rochosa, mas biológica. A maioria dos atóis se localiza nos oceanos Índico e Pacífico, de forma que o Atol das Rocas é o menor de todos eles e o único a se situar no Oceano Atlântico.

Em outras palavras, esse lugar é considerado uma das áreas mais importantes para a reprodução de aves marinhas tropicais do Brasil, abrigando pelo menos 150 mil aves, de quase 30 espécies diferentes.




Atualmente vivem, o ano todo, cinco espécies de aves residentes: duas de atobás, uma de trinta-réis (ave) ou andorinha do mar e duas de viuvinhas, os atobás-de-patas-vermelhas e as fragatas vêm de Fernando de Noronha para pescar. Além delas, 25 espécies migratórias fazem de Rocas um porto permanente. 

Passam por ali espécies originárias da Venezuela, da África e até maçaricos provenientes da Sibéria. Até o momento, nenhuma espécie potencialmente predadora foi catalogada no Atol das Rocas. O atol é também o paraíso de muitas espécies aquáticas. 






Por se tratar de uma montanha isolada, próxima de mares profundos e afastados da costa, ele é ideal para peixes de todos os tamanhos, moluscos, algas, crustáceos e tartarugas. Quase cem espécies de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, sete espécies de coral e duas espécies de tartarugas já foram identificadas nessa região. 

Entre os 24 crustáceos, destacam-se o caranguejo terrestre e o aratu, que somente habitam ilhas oceânicas. Em Rocas foram ainda catalogadas quase 150 espécies de peixes diferentes, entre os sargos, garoupas e xaréus. 

Mas apenas duas dessas espécies, o gudião e a donzela (peixe) são exclusivas da região, que abrange o Atol das Rocas e o Arquipélago de Fernando de Noronha, o tubarão-limão, uma espécie rara em Rocas tem motivado estudos de vários cientistas brasileiros e estrangeiros, a espécie passa o início da vida em cardumes, na laguna e nas piscinas do atol.

Para se encantar mais com esse lugar especial, veja um vídeo, do Globo Repórter que mostra mais sobre o Atol das Rocas.

PARTE 1


PARTE 2


Mais fotos desse paraíso:





O acesso é controlado e somente pesquisadores que apresentaram o seu projeto podem vir para essas bandas, sendo ainda que enfrentará uma fila de espera e poderá partir no máximo 5 pessoas a cada expedição, que dura entre 20 e 30 dias. Caso seja necessário poderão retornar ao atol quantas vezes quiserem.

O aratu é um dos predadores das tartarugas-verdes assim que elas nascem.
Âncoras de navios que naufragaram no Atol podem ser vistas quando a maré baixa.
Pacato, tubarão-lixa usa o Atol das Rocas para procriar.
Assim que o sol nasce, milhares de aves deixam ninhos no Atol para pescar no mar.

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