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domingo, 22 de maio de 2016

Curiosidades #16 - Como surgiram os quadrinhos?

Em mais um post da Série Curiosidades, dessa vez você descobrirá como surgiu a História em Quadrinhos e saberá mais de como ela evoluiu no Brasil.


Não perca!

A História em Quadrinhos [HQ] nasceu como gênero em 1897, com a publicação da primeira tirinha que convencionou a linguagem das HQs tal qual conhecemos hoje. Foi criada por Richard Outcaut, nos jornais de Nova York com o Yellow Kid [Menino Amarelo] que foi a primeira história em quadrinhos a fazer sucesso em todo o Estados Unidos.




A linguagem das HQs com personagens fixos, ações fragmentadas e futuramente diálogos em balõezinhos, estabelecendo uma ideia de complementaridade foi a receita para o sucesso, ao ponto de os jornais da época brigarem para ter o Yellow Kid em suas páginas.

Onomatopeia é o processo de formação de palavras ou fonemas com o objetivo de tentar imitar o barulho de um som.

Somente no ano de 1905 surgiu a primeira HQ propriamente dita, que definiu a linguagem de articulação de signos gráficos, visuais e verbais dos quadrinhos. Chamava-se Little Nemo in Slumberland, de Winsor McCay. As histórias de uma página contavam os fantásticos e surreais sonhos do garoto Nemo, que sempre acordava no fim de cada aventura. 




Algumas das páginas de Little Nemo in Slumberland, de Winsor McCay
Voltando um pouco no tempo. Nos 15 primeiros anos da segunda metade do Século XIV houve um grande desenvolvimento da indústria gráfica [jornais, livros, revistas e etc.]. Já havia surgido a caricatura, que passou a ter presença constante em publicações diárias ao redor de todo o mundo. Derivada desses desenhos, foi que nasceu a grafia dessa nova forma de narrativa.

No Brasil, quem contribuiu para a a criação dessas histórias quadrinizantes foi Ângelo Agostini, um cartunista italiano radicado no Brasil. Ele foi autor de desenhos de teor cômico, mas ainda sim de cunho crítico, utilizando em suas histórias cortes gráficos que viriam a ser um dos elementos determinantes na futura criação das histórias em quadrinhos.

Em 30 de janeiro de 1869 foi lançada a primeira história de características quadrinizantes no Brasil, As Aventuras de Nhó Quim, publicada pela revista Vida Fluminense, do Rio de Janeiro, que contava as desventuras de um homem simples do interior do Brasil.





Daí para frente, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e outros países por quase todo o mundo foram produzidas mais centenas e centenas de revistinhas em quadrinhos, sendo quase impossível saber ao certo quantas foram lançadas em cada lugar.

Se desejar se aprofundar mais em seus conhecimentos sobre a evolução dos quadrinhos no Brasil, clique no botão baixo:


Quadrinhos brasileiros famosos durante as décadas:

O Tico Tico [Ano: 1905]

Tico Tico é considerada a primeira revista de quadrinhos direcionada para o público infantil. Criada em 1905, foi lançada pelo jornalista Luis Bartolomeu de Souza e Silva.




O Gibi [Ano: 1939]

A revista Gibi, lançada em 1939, foi a primeira publicação brasileira destinada a discutir o universo dos super-heróis. Foi ela que inspirou o termo usado até hoje no Brasil para designar as histórias em quadrinhos, “gibi”.


Amigo da Onça [Ano: 1943]


“O amigo da onça” foi criado por Péricles de Andrade Maranhão e publicado pela primeira vez na revista “O Cruzeiro” em 1943. Personagem satírico, inconveniente, muitas vezes coloca seus amigos nas situações mais embaraçosas.




Pra entender um pouco de como ele jogava seus "amigos no buraco", veja a tirinha abaixo:




Capitão 7  [Ano: 1959]

Primeiro super-herói brasileiro criado em 1959, com a mistura de Flash Gordon com Super-Homem. Criado por Aires Campos, que também interpretou o papel para a série de televisão exibida na TV Record.




O Pererê [Ano: 1960]

Criado por Ziraldo em 1960, foi um marco para a cultura popular. Foi o primeiro quadrinho a ter personagens com temas brasileiros, como o Saci que protagoniza as histórias.





Graúna [Ano: 1970]

Graúna, personagem do cartunista Henfil, que falava dos problemas políticos do Brasil principalmente do Nordeste, foi lançado apenas como tiras no ano de 1970.



A Turma da Mônica [Ano: 1970 (em formato de gibis)]

A Turma da Mônica teve início em formato de tiras em 1959 por Maurício de Souza e só a partir de 1970 começou a ser produzida em formato de Gibi.



Vale lembrar que  em 2008 Maurício de Souza resolveu dar um Up na história e também criou a Turma da Mônica Jovem, uma publicação mensal que é basicamente uma releitura dos personagens da Turma da Mônica em versões adolescentes, em traços e linguagem que remetem aos mangás japoneses e focou suas histórias que buscam o diálogo com o público pré adolescente.

O mais interessante é que as edições já chegaram a atingir tiragens superiores a 400 mil exemplares, sendo uma das séries de histórias em quadrinhos mais vendidas no mundo.


Para ver outras capas da Turma da Mônica Jovem, clique AQUI.



Chiclete com Banana [Ano: 1983]

Em 1983 Angeli lança a revista “Chiclete com banana”, uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos no Brasil. Nela surgiram grandes personagens como: Wood & Stock, Bob Cuspe, Rê Bordosa, Rala Ricota, Mara Tara, Os Skrotinhos, Meia oito e nanico, Walter Ego, Orgamos e Luke  e Tantra.







Los Três Amigos [Ano: 1985]


Ícone do cenário underground brasileiro, criado em 1985 por três grandes nomes das tirinhas no país: Laerte, Angeli e Glauco. Três personagens inspirados em um filme de tema mexicano, conduzem as sátiras para os temas como drogas.





Aline [Ano: 1995]


Adão é parte da nova safra de cartunistas brasileiros, que foi impulsionada pela internet. Um de seus personagens principais é a ninfomaníaca Aline, criada em 1995 em forma de tirinhas publicadas diariamente na Folha de São Paulo. Outros representantes importantes dessa geração de quadrinistas são Allan Sieber, Andre Dahmer, Chiquinha e Bennet.




Se tiver gostado e quiser ver mais postagens dessa mesma Coleção, clique no álbum abaixo:


Fontes Pesquisadas:

5 comentários:

  1. Aff cara, não fala besteira, você não percebe que seu artigo não faz o menor sentido? Primeiro vc diz que o quadrinho surgiu em 1897 nos EUA, mas depois vc mesmo diz que em 1869 já tinha HQ no Brasil! É um absurdo, total falta de coerência! O brasileiro tem que aprender a VALORIZAR a nossa arte e o nosso pioneirismo nas HQs, já que vc quer fazer um artigo, pesquisa, e não escreva coisas sem sentido, que nem seu artigo que não tem pé nem cabeça! Em pleno século XXI não dá mais pra aturar alguém que engole a mentira que o Yellow Kid foi o primeiro quadrinho do mundo. É que nem vc dizer q o primeiro super-herói do mundo foi o Super-Homem, sendo que a gente já tinha o Oscar, de Gustavo Barroso, no Tico Tico em 1906, que voava e tinha anel mágico.Pois é, meu amiguinho, o super-herói foi criado no Brasil, cade que vc não falou isso no seu artigo? Outro absurdo que alguém disse uma vez e passou a ser repetido pela net afora é que o Capitão 7 foi criado por Aires Campos, não foi, Aires era somente o ator, o criador foi o cineasta Rubem Biáfora! Se vc quer ajudar o Brasil, confira as fontes, compare os artigos, não saia repetindo qualquer coisa q vc acha na net!
    Vou passar para ti e seus leitores endereços com uma pesquisa realmente válida sobre HQ nacionals e seus autores, não diga mais essas besteiras, isso atrapalha a cultura brasileira, o quadrinho nacional já é pouco valorizado e quanto mais artigo com informações erradas mais ele se torna injustiçado!
    http://quadrosaovivo.blogspot.com.br/2016/04/bomba-angelo-agostini-nao-foi-o-criador.html
    http://quadrosaovivo.blogspot.com.br/2016/04/imagens-ineditas-de-oscar-o-primeiro.html

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    1. Observações muito interessantes as suas. Eu passei o maior aperto pra entender essa parte se foi aqui ou nos EUA que começou mesmo. Mas o estilo aqui era bem diferente da tradicional HQ como vemos antes. Por isso considerei o deles como o mais antigo em termos de HQ.

      Todas suas observações são muito inteligentes, mas esse tipo de conteúdo é mais difícil, super profundo e completo e eu não fiz uma pesquisa tão profunda assim, só achei a ideia legal e tentei reproduzir aqui no blog do meu jeito, já que antes disso eu achava que os quadrinhos por aqui no Brasil tinham começado com a Turma da Mônica mesmo.

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    2. Na realidade eu fiz esse post brincando, jamais imaginei que ele teria tantas visitas assim, de qualquer forma agradeço muito pelo seu comentário elucidador e peço desculpas por ter tropeçado em alguns pontos.

      Só não concordo muito com o pedacinho que vc disse assim:

      "não diga mais essas besteiras, isso atrapalha a cultura brasileira"

      Poxa. Se um conteúdo tão legal assim já é uma besteira pra vc e atrapalha a cultura brasileira. Imagina o que o Créu Créu Créu e essas músicas de Funk que ficam citando relações sexuais fazem com a nossa cultura então!!!

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  2. hahaha não exagera Thiago, citar o "créu" em um artigo intelectual é apelar, né? Mas é justamente aí que atrapalha, Thiago, porque seu artigo é dirigido pra pessoas mais esclarecidas, e se torna um "efeito dominó", as pessoas vão repetindo e repetindo as mesmas informações erradas e ninguém chega nas origens certas, nas datas corretas de criação, nos nomes certos dos autores. Na verdade, conteúdo "legal" com informações incorretas atrapalha mais que o "créu", porque ninguém que se interessa por HQ e arte liga pro créu, sacou? E vc continua enganado, o "Yellow Kid" não tem nada de pioneiro, absolutamente nada, no século XIX nós já tínhamos uma INDÚSTRIA de HQ no Brasil, desde 1855, eram dezenas de revistas, personagens e autores, fomos os pioneiros nessa parte. O "Zé Caipora", do Agostini, tinha suas histórias reunidas e depois relançadas, tinha uma revista própria dele, foi o primeiro personagem do mundo a ter revista própria. E não tinha nada de diferente das HQs atuais, a não ser pela falta de balões, mas é como eu sempre falam, se balão fosse o principal ia chamar histórias em BALÕEZINHOS. Peço desculpas se sou rude, mas o "Yellow Kid" tem que ser defenestrado da Histórias das HQs no Brasil, o personagem não tem nada de pioneiro, foi criado mais de 40 anos depois da primeira HQ brasileira, e isso sempre tem que ser lembrado! É um reflexo da submissão do brasileiro as mentiras que inventam para nos inferiorizar, e ao repetir a mentira, vc colabora com isso. Quando eu criei o blogue Quadros Ao Vivo era só pra falar de HQ nacional do século XIX, mas acabou que ele tomou outro rumo.
    Abraços.

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    1. Acho que essas coisas sempre tomam outro rumo mesmo, meu blog no início seria apenas pra colocar minhas viagens e dicas de roteiros, mas fui acrescentando um monte de coisas e agora estou falando até de quadrinhos!!

      Preferi deixar sua matéria aqui sem mexer pra quem gosta desse tipo de conteúdo chegue aos comentários e se esclareça mais ainda com suas explicações, já que vc é um especialista. Tenho certeza que se eu mexer no post vou cometer mais algum deslize porque essa parte é muito difícil de pegar informações concretas e corretas.

      Vlw pelas dicas e por suas explicações.

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