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terça-feira, 9 de agosto de 2016

As aves ameaçadas de Baturité

Uma pesquisa infográfica lançou luz sobre a necessidade de preservação das aves da Serra de Baturité, no Ceará.


Em especial sobre 12 espécies que estão ameaçadas de extinção que, se não cuidarmos, virarão apenas memória aos olhos de quem algum dia teve a sorte de encontrá-las na floresta. Saiba mais sobre essas aves marcadas com um selo de "ameaçadas de extinção".

Baturité é um município brasileiro do Estado do Ceará e localiza-se na microrregião de Baturité, mesorregião do norte cearense. Sua população estimada no último censo foi de 32.968 habitantes, o que representa cerca de 0,38% da população do estado de Ceará.


A vegetação da região é formada pela caatinga arbustiva densa, floresta subcaducifólia tropical, floresta úmida semiperenofólia, floresta úmida semicaducifólia, floresta caducifólia e mata Ciliar. Existe ainda uma APA (Área de Proteção Ambiental).

Baturité possui um clima bastante peculiar para esta região do Brasil. As máximas chegam a 32ºC nos meses mais quentes, podendo cair para 20°C ou menos na época mais fria. A pluviometria média é de 1.065 milímetros, com chuvas concentradas entre janeiro e junho, chegando a ocorrerem tempestades com ventos fortes e raios.

Porém, as chuvas também são irregulares podendo ocasionar seca e racionamento de água, como o registrado entre os anos de 1998 e 1999 quando o principal reservatório de abastecimento da cidade, a Barragem Tijuquinha, chegou ao nível zero.




Mais de 139 espécies de pássaros diferentes podem enfrentar dificuldades para continuar existindo se nada for feito nessa região, e 12 em especial, correm sério risco de extinção, conheça cada uma delas:


Uru

Essa espécie só encontrada na Serra de Baturité no Ceará. Tem o canto forte e vocaliza "urú-urú". Vive em florestas preservadas e é uma das espécies mais raras e ameaçadas da região.







Jacucaca

É perseguida pelos caçadores por ser muito rara. Vive em grupos e quando se sentem ameaçadas emitem sons altos de alerta.








Periquito-cara-suja

Essa espécie era encontrada em boa parte do Nordeste Brasileiro, mas atualmente só pode ser achada na Serra de Baturité, Quixadá e Ibaretama. O tráfico e a destruição do habitat o colocaram na condição de criticamente ameaçado de extinção.








Arapaçu-de-garganta-amarela

Com registro confirmado somente no Ceará, nas Serras de Ibiapaba e de Baturité, é uma ave pouco abundante e arisca, vivendo no interior da floresta úmida. Vai à borda para se alimentar.








Tucaninho-da-serra

Essa espécie é encontrada na Amazônia e na Serra de Baturité. Por conta desse isolamento entre as duas populações o tucaninho é considerado uma subespécie raríssima e ameaçada de extinção.






Saíra-militar

Esta subespécie só tem registro no Brasil para as serras da Aratanha, Maranguape e Baturité. É do interior da mata, mas vem à borda, aos pomares e comedouros. 










Pintassilgo-do-nordeste

Já foi muito abundante em Baturité, mas a perseguição desenfreada por traficantes a deixou ameaçada de extinção e agora com sorte pode ser vista nos períodos chuvosos.






Vira-folha-cearense

Possui registros apenas no Ceará, nas serras da Ibiapaba, Baturité, Itatira e Chapada do Araripe. Habita os bosques sombreados das matas preservadas, virando folhas secas atrás de alimento. 





Chupa-dente-do-nordeste

É uma ave discreta que habita somente os sub-bosques preservados. Vivem aos casais, sendo que o macho possui trechos brancos na lateral da cabeça, o que é ausente nas fêmeas.





Maria-do-nordeste

Essa ave vive no interior da mata úmida e pode ser vista executando voos curtos, entre galhos, para capturar insetos. É uma das raridades do Baturité.








Choca-da-mata

Essa ave também só é encontrada na Serra do Baturité. Ela vive em casal, defendendo o território de indivíduos da mesma espécie.










Arapaçu-rajado-do-nordeste

É uma ave rara e ocorre apenas em algumas florestas úmidas do Ceará. Também é conhecida como Subideira por escalar troncos em busca de insetos e larvas.








Para se ter uma ideia, uma em cada 11 espécies de mamíferos existentes no mundo é encontrada no Brasil [522 espécies], juntamente com uma em cada 6 espécies de aves [1.622], uma em cada quinze espécies de répteis [468], e uma em cada 8 espécies de anfíbios [516]Muitas dessas são exclusivas do Brasil, com 68 espécies endêmicas de mamíferos, 191 espécies endêmicas de aves, 172 espécies endêmicas de répteis e 294 espécies endêmicas de anfíbios.

A extinção de pequenos animais que normalmente são esquecidos como rãs e sapos afetam de forma drástica a vida de todos. Eles são de imensa importância para todo o ecossistema, mas geralmente a população associa animais em extinção com espécies emblemáticas, como a onça e a baleia.

Mas estes animais estão em risco devido a poluição e extinção de muitos banhados, queimada das florestas, perda de habitat e tráfico de animais. O fim de áreas úmidas traz prejuízo ao clima, à qualidade da água e a toda uma gama de animais, sejam eles humanos ou não". 

Por esses motivos fica um alerta para todos, vamos preservar e proteger nossa natureza para que ao olharmos para trás, os nomes de muitas das espécies que habitavam essas regiões virem apenas vagas lembranças de bons tempos distantes.



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Boa sorte e até a próxima!


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