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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Estrelas inexplicáveis no universo

Hoje você saberá mais sobre alguns mistérios interessantes e ainda desconhecidos pela ciência moderna que envolvem grandes e luminosas esferas de plasma: as estrelas.


Conheça alguns fenômenos que ainda sãoinexplicáveis e desafiam todo o nosso enorme conhecimento científico acumulado durante os anos.

Para isso, fique com essa matéria surpreendente do Canal Ei Nerd:


Agora vamos aprofundar um pouco mais os nossos conhecimentos sobre essas estrelas:

1) SDSS J102915 172.927
A estrela que não deveria existir.


A SDSS J102915 172.927 é uma estrela de baixa luminosidade situada na constelação do Leão e mostrou possuir a menor quantidade de elementos mais pesados que o Hélio [aos quais os astrônomos chamam de "metais"] do que todas as estrelas estudadas até hoje. Este objeto possui uma massa menor que a do Sol e tem provavelmente mais de 13 bilhões de anos de idade.

Uma teoria muito aceita prediz que estrelas como esta, com pequena massa e quantidades de metais extremamente baixas, não deveriam existir porque as nuvens de material a partir das quais tais objetos se formariam nunca se poderiam ter condensado, por isso é surpreendente encontrarmos pela primeira vez uma estrela na "zona proibida". Isso significa que teremos de verificar alguns dos modelos de formação estelar.



Os cosmólogos acreditam que elementos químicos mais leves, como o Hidrogênio e Hélio foram criados pouco depois do Bing Bang, juntamente com um pouco de lítio, enquanto que a maioria dos outros elementos foram formados posteriormente nas estrelas.

As explosões de supernovas espalharam o material estelar para o meio interestelar, tornando-o rico em metais. As novas estrelas que se formam a partir deste meio enriquecido possuem por isso maiores quantidades de metais na sua composição do que as estrelas mais velhas. Por conseguinte, a proporção de metais numa estrela nos dá informação sobre a sua idade.



Por essa estrela ser extremamente pobre em metais, significa que é muito primitiva, e isso pode fazer dela uma das estrelas mais velhas jamais encontradas. Outro ponto importante é que é igualmente surpreendente a falta de lítio na SDSS J102915 172.927.


Uma estrela tão velha deveria ter uma composição semelhante àquela do Universo pouco depois do Big Bang, com apenas um pouco mais de metais. No entanto, a equipe descobriu que a proporção de lítio na estrela é pelo menos cinquenta vezes menor que a esperada devido à matéria produzida pelo Big Bang.

É misterioso como é que o lítio produzido logo após o início do Universo foi destruído nessa estrela, e outra coisa interessante é que provavelmente ela não seja a única desse tipo no universo, já que também existem outras candidatas que podem ter níveis de metais semelhantes ou até inferiores aos da SDSS J102915+172927.

2) SAO 206462
A estrela cercada por espirais.


A SAO 206462 é uma estrela que possui um disco de gás e poeira que envolve a estrela, que é jovem e se encontra a cerca de 400 anos luz da Terra. na direção da constelação de Lupus. Essa estrela possui braços em espiral no disco circum-estelar, que possui um diâmetro de 22,5 milhões de Km, ou seja, cerca de duas vezes o diâmetro da órbita de Plutão.

Esses braços poderiam ser um sinal da formação de planetas no disco, já que os astrônomos acreditam que o impacto gravitacional provocado pela presença de um planeta no interior de um disco circum-estelar poderia perturbar o gás e poeira de forma a criar braços em espiral.



Agora pela primeira vez essas características estão sendo estudadas. Modelos teóricos mostram que um planeta num disco circum-estelar poderia ser responsável pela existência de um braço em espiral em cada lado do disco. As estruturas em torno da SAO 206462 não são simétricas o que pode sugerir a existência de dois planetas, um para cada braço.

Pode ser também que outros processos, que não implicam especificamente na presença de planetas poderiam estar influenciando nessas estruturas, entretanto ainda são necessários mais observações para que se chegue a uma conclusão definitiva acerca da origem destes braços em espiral.


3) Messier 4
A estrela eternamente jovem.


M4 [Messier 4], também designado por NGC 6121 é um aglomerado globular que pode ser observado na constelação de Escorpião. Messier 4 foi descoberto no ano de 1746 pelo astrônomo suíço Jean-Philippe de Chéseaux e catalogado pelo astrônomo francês Charles Messier em 1764.

Está a uma distância aproximada de 7.200 anos-luz de nós e é um dos dois aglomerados mais próximos da Via Láctea. A M4 está ligada gravitacionalmente à nossa Galáxia e possui um diâmetro da ordem dos 75 anos-luz. Messier 4 possui algumas centenas de milhares de estrelas, sendo um aglomerado globular pouco denso.


Fotografias tiradas pelo Telescópio Hubble em 1995 revelaram anãs brancas no aglomerado que estão entre as mais velhas conhecidas na Via Láctea, com cerca de 13 bilhões de anos de idade.

Messier 4 vista de um telescópio amador.
4) Estrelas que escaparam de um Buraco Negro


Os buracos negros são possivelmente os elementos mais obscuros do universo. Graças à enorme gravidade da curvatura espacial, tudo o que vai para dentro deles é imediatamente partido e perdido. Os cientistas nunca viram um buraco negro porque nada, nem mesmo a luz, pode escapar dele.

Acredita-se que todos os buracos negros emitam um lampejo incrivelmente fraco de material, chamado de “radiação Hawking”, efeito descoberto pelo físico inglês Stephen Hawking, em 1970. A teoria diz que a radiação faz com que os buracos negros percam massa.

Classicamente, se acredita que não há nenhuma maneira pela qual a radiação escape de um buraco negro. Dentro do horizonte, o espaço está caindo mais rápido do que a luz, por isso nada pode sair dele sem viajar mais rápido do que a luz do outro lado. Mas, de acordo com a mecânica quântica, existe alguma possibilidade de que algo possa sair do tunelamento quântico.


Para que uma partícula possa escapar de um buraco negro, uma flutuação quântica deve ocorrer perto da borda do buraco negro. Quando isso acontece, às vezes uma partícula será colocada para fora antes que o aniquilamento aconteça. Seu parceiro imediatamente fica “espaguetizado” pelo buraco negro – alongado, assim que ele mergulha para o centro.


Para que esta separação dramática ocorra, as partículas produzidas na flutuação quântica devem ter comprimentos de onda muito longos. Por mais estranho que possa parecer, a mecânica quântica diz que todas as partículas também são ondas, e assim elas têm comprimentos de onda que descrevem a distância entre seus picos sucessivos.

Quanto mais lentamente uma onda ou partícula se movimenta, maior seu comprimento de onda. Partículas que são produzidas por flutuações quânticas e que têm comprimentos de onda que são comparáveis ao tamanho do buraco negro são capazes de sair dele. Usando a analogia anterior, podemos dizer que essas partículas são especialmente fantasmagóricas. Seus enormes comprimentos de onda as tornam livres para vaguear pelos domínios que ultrapassam o limite do buraco negro.

5) SWIFT J1822.3-1606
A Estrela Siamesa.



Swift J1822.3-1606 é um tipo especial de estrela conhecido como estrela de nêutrons. Está localizada a cerca de 20.000 anos-luz de distância, na constelação de Ophiuchus. Estrelas de nêutrons são um dos possíveis estágios finais na vida de uma estrela. São criadas quando estrelas com massa maior a oito vezes a do Sol esgotam sua energia nuclear e passam por uma explosão de supernova.

Essa estrela possuir ambas propriedades é um verdadeiro mistério para os cientistas, que ainda estão muito longe de descobrir o segredo por trás desses misteriosos corpos celestes. Veja essa animação abaixo e observe um pouco de como essa estrela magnífica se comporta:



Se tiver gostado e quiser ver mais postagens dessa mesma Coleção, clique no álbum abaixo:


Boa sorte e até a próxima!


Fontes Pesquisadas:
http://kid-bentinho.blogspot.com.br/2013/05/10-misterios-inexplicaveis-do-universo.html

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