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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Intercâmbio no Uruguai [05/02 a 04/03/17] - Parte 6

Continuando...


Minha ideia era passar tranquilamente o sábado sem fazer nada, mas a dona da casa [Stela] me sugeriu um passeio bem legal, então aproveitei bastante a parte da tarde. Já a da manhã usei para fechar alguns assuntos pendentes para aproveitar melhor o  meu domingo no Uruguai.


Se tiver caído aqui e desejar ver as outras partes do passeio, basta clicar em um dos botões abaixo:

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E agora a continuação do relato...

Dia 7 - Sábado [11/02]

Nesse dia acordei às 7:40h, comi meu alfajor e depois lanchei cereais.



Após comer fiquei até umas 9:50h conversando com o pessoal da casa, a Stela, a menina americana [Kelsy] e uma outra moça que estava visitando a casa. A Stela disse que não seria legal eu perder meu dia à toa em casa e me sugeriu que eu fizesse um passeio com sua filha por 500 pesos na parte da tarde, como gostei da ideia aceitei prontamente.

Também aproveitei e fechei um passeio para o domingo na Agência Cecília Viagens, que fica na Plaza IndependenciaPara chegar lá faça assim:

- Atravesse a Plaza Independencia [seguindo o sentido para onde a estátua do cavaleiro está apontada].




- Passe pelo Portal da Ciudad Vieja e atravesse a rua...


- Pertinho dali [à esquerda] está uma galeria, procure por uma plaquinha com algumas ofertas de Tours pelo Uruguai. É bem fácil pois a placa chama muita atenção.



E os preços também são muito bons [uma dica é levar algum dinheiro do Brasil, pois assim o seu poder de compra irá aumentar bastante na hora de fechar algum passeio - Dicas de 2017, quando o câmbio - no país - estava de 1 real para 8,5 pesos uruguaios].


- Entre na galeria e depois vire à direita, e pronto, já está de cara na agência.




Uma vantagem daqui em relação a outras agências é que eles atendem as pessoas em português, espanhol, inglês e até mesmo em outras línguas, como francês, italiano e alemão. Então ajuda bastante pra quem não tem nenhum domínio da língua espanhola. Dessa vez elas estavam menos agitadas e conversei com mais calma, disse também que tinha um Blog [que também tem essa parte de viagens] e elas ficaram muito felizes, até tirei foto do pessoal de lá...

Cecília [à esquerda] e uma moça alemã que estava trabalhando na loja [à direita] na foto.
Então fechei o passeio para Punta del Este no domingo e me falaram que como eu não estava alojado em um hotel [e sim numa casa de família] deveria esperar no outro dia em frente ao Hotel Radysson, que estava perto dali, na própria Plaza Independencia.



Com tudo de importante resolvido, atravessei a Plaza novamente, fui voltando no meu caminho pela rua 18 de Julio e achei um restaurante que chamou a minha atenção, como o preço estava bom resolvi comer ali mesmo.




Não parece, mas essas plaquinhas de ofertas são muito tentadoras na hora de escolher um lugar para almoçar.
Tirei a foto da plaquinha e pedi exatamente o que estava escrito naquela placa: Plato Principal + Bebida + Pan + Postre. Como havia alguém que falava português no estabelecimento chamaram ele e o moço me atendeu [por mais que a gente saiba a língua deles não adianta, se perceberem que você é brasileiro vão chamar alguém que fale português independentemente se disser que não precisa, isso faz parte da hospitalidade uruguaia].

Depois de esperar um pouco chegou meu prato, um super bife gigante e muitas batatas, algo tradicional por aqui.



Após o almoço escolhi meu Postre [sobremesa]: flan con copo de dulce de leche. Se quisesse também poderia tomar café, mas disse que não precisava porque não gosto nem disso e nem de cerveja [minha pança é composta basicamente de massas, açaí, sorvetes, carne, chocolates, coca-cola e outros refrigerantes].


Ao voltar vi um aviso na minha cama informando que a Fernanda [a filha do casal] chegaria às 15:00h para me buscar para fazer o passeio pela região do Prado, então fiquei mexendo no PC para passar o tempo até dar a hora.


Quando ela chegou ainda fechei outro passeio, dessa vez para a terça-feira depois da aula.

- El Martes [Terça-feira]: Punta Gorda, Malvin, Carrasco en Buceo, às 16:00h.

Dessa forma a semana ficaria mais agitada e eu poderia passar meu tempo fazendo muitas coisas interessantes. Assim que conversamos um pouco e fechamos o outro passeio descemos do prédio e fomos em seu carro rumo a região do Prado.





Durante o percurso ela ia me explicando sobre as construções, monumentos e estátuas. Como ela era professora de história sabia praticamente tudo sobre a rica cultura de seu país, o que deixou o passeio ainda mais interessante.





Fui conhecendo os casarões e como o bairro é bem arborizado e bonito, e até parei para tirar a foto de uma linda igreja construída com arte barroca.


Dali seguimos rumo ao parque, onde eu conheceria o Roseral.



E no caminho ela parou o carro para me explicar sobre o monumento aos índios Charruas. A história conta que eles sofreram muitas perdas com a colonização espanhola, mas que ajudaram a lutar na independência do Uruguai a séculos atrás, e por isso esses índios apoiavam e tinham muita esperança no primeiro presidente do país.

Mas esse cara os traiu, juntou todos eles em um só lugar e dizimou completamente seu povo, até não restar nenhum indivíduo. É por esse motivo que hoje em Montevideo existem muitas estátuas homenageando esse povo, que já não existe mais. Após seguir mais um pouco de carro chegamos ao parque.



A primeira coisa que fizemos foi analisar algumas fotografias que estavam expostas numa mostra de rua, que em sua maioria estavam relacionadas à paleontologia.





Na galeria também havia algumas coisas mostrando sobre descobertas recentes, só achei uma pena que nessa área do parque estava com muito lixo no chão [faltou um pouco a consciência ecológica por parte da população de Montevideo quanto a essa questão do lixo].



E para fechar, mais algumas plaquinhas de fósseis...





Dali seguimos para onde de fato estava o roseral.



Atravessamos um túnel de folhagem [que segundo a Fernanda fica ainda mais bonito na Primavera].


E chegamos... a parte de dentro é muito bonita e em seu centro parece haver uma estrutura de estilo romano.










Sei que pra um brasileiro essa paisagem pode ser considerada como muito comum, mas achei bem interessante em como ela fazia questão de mostrar para mim a beleza desse lugar, a natureza e as flores. Voltamos a pé até onde estava o carro e seguimos mais um pouco pela estrada, nosso objetivo agora seria conhecer o Museo y Jardin Botánico del Prado.





Assim que chegamos, a Fernanda foi direto para conferir a plaquinha do lugar, pois, como o parque era grande, ela já queria me levar direto para onde seria mais interessante.



E assim que se localizou andamos mais um bocado, contemplando a natureza até chegar onde estava o Museo Juan Manuel Blanes.









Ali aproveitei para tirar fotos das estátuas que enfeitavam a entrada do museu.









Ela me explicou um pouco da arte do lugar e que até mesmo nas coisas mais simples, como no piso da entrada existia uma simbologia e coisas relacionadas à arte. Então entramos no museu para apreciar as pinturas. Aqui estavam expondo as obras de 2 pintores diferentes, e para os olhos mais atentos é fácil perceber a diferença entre esses dois grandes pintores uruguaios.













No caso desse pintor, ele gostava de pintar esboços da natureza e do comportamento das pessoas da época, em seu dia-a-dia normal, festividades ou em momentos de descanso, e sempre fazia questão de colocar algum animal, como um cão, vacas e claro, cavalos.












Dali seguimos para outra ala, em que estavam dispostas as pinturas de outro artista, e a primeira coisa que reparei era que ao que tudo parecia o guarda do museu queria aparecer em meu Blog, já que sempre que eu tirava uma foto ele estava lá. E depois que saía na foto ele saía de fininho e se escondia.





Diferentemente do outro museu que eu tinha ido durante a semana [e tinha apenas tirado as fotos sem entender as coisas] nesse eu aprendi mais já que a minha guia explicava tudo direitinho, de forma fácil de entender e com muitos detalhes.

Uma das obras era permanente e pertencente ao próprio museu, com muitas obras feitas pelo artista Juan Manuel Blanes e foi doada no final do século XIX pela família Rossel y Rius, junto à várias obras de artistas nacionais adquiridas na época da independência de Montevideo.

E na outra parte haviam obras pertencentes a Pedro Figari, que foi um intelectual uruguaio que se destacou em diversos campos do pensamento: advogado por profissão, pensador, político, escritor, professor, jornalista e pintor. Não sou capaz de identificar quais pinturas foram feitas por Juan Manuel Blanes ou por Pedro Figari, mas tenho certeza que as que irei mostrar agora são de um artista diferente do das pinturas anteriores.




Esse cara fazia uma espécie de pintura realista, imitando fotografias, então seus traços deixava as pinturas mais realistas do que os esboços do artista anterior, sem contar que o ambiente que ele retratava também era um pouco diferente da situação anterior.









A Fernanda me explicou mais com questão da história das pinturas, dos motivos e dos porquês que elas foram feitas, mas evitou focar no nome deles ou das obras para nos poupar tempo. Também não tivemos a oportunidade de conhecer um dos salões que de acordo com ela era muito importante porque o mesmo estava em obras.



Uma jardim interno com piscina também estava interditado, mas dessa vez não entendi o porquê.



E pra terminar visualizamos as últimas obras que restavam, que em sua maioria eram pinturas de paisagens da antiga Montevideo.












E por fim, seguimos para o último local do meu passeio guiado desse dia, o Jardim Japonês.








Fomos andando e apreciando a paisagem e aqui eu consegui conversar um bocadinho sobre esse tipo de jardim, já que no meu passeio anterior de janeiro eu tinha conhecido um jardim japonês brasileiro, os jardins Amantikir, em Campos do Jordão.

Falei pra ela um pouco do que sabia, no caso que as pedras representam a morte, enquanto as flores a vida, e seguimos nosso caminho. O curioso é que o jardim japonês "uruguaio" é bem diferente do brasileiro, já que o clima é diferente e muitas das plantas e flores que existem por aqui não existem na região de São Paulo, por exemplo.







O último lugar que visitei foi um dos mais bonitos, era um lago com dezenas de carpas e uma bela paisagem de plantas e flores ao seu redor. Consegui até mesmo tirar a foto de alguma das aves da região, que não sei dizer ao certo qual era o nome dela.







Com tudo de importante visitado, chegou a hora de voltarmos, então fomos até o carro e realizamos o percurso de volta, sendo que ainda consegui tirar mais algumas fotos de outros monumentos e construções interessantes de Montevideo.



Se eu não estiver errado, acredito que essa mansão pertencia ao atual presidente do Uruguai [ano de 2017].


Acredito que esse prédio seja o Palácio Administrativo.


Chegamos na casa da família às 18:00h, ali me despedi dela e voltei pro meu quarto, comi uns biscoitos e fiquei conversando com meu pai, minha mãe e meu irmão caçula por chamada de vídeo do Whatsapp.

Mais à noite saí para comer um Chibito, um prato típico da região, e cheguei na conclusão que a maioria dos pratos aqui era sempre bem farto.






Valeu a pena, de todas as comidas uruguaias o Chibito foi a que eu mais gostei. Ao voltar pro meu quarto dei uma última olhada no meu papel e descansei, agora só restava esperar para realizar os passeios do domingo.



Dia finalizado!


Para ir para a Parte 7 do Relato clique AQUI.

Obs.: Ainda não arrumei a sexta parte, assim que fizer libero o link.

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