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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Intercâmbio no Uruguai [05/02 a 04/03/17] - Parte 8

Aqui estou continuando com o relato do intercâmbio que fiz no Uruguai.


Com o fim de semana terminado, começaram as aulas novamente. Comecei mais devagar, mas aos poucos voltei a fazer mais coisas e assim pude conhecer um pouco mais dessa cidade tão interessante e desse país tão incrível!


Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar o índice dessa viagem:


E agora a continuação do relato...

Dia 9 - Segunda [13/02]

Agora começaria minha 2ª semana em outro país, e como nos outros dias letivos, levantei e fui tomar meu café da manhã que sempre estava arrumadinho para gente.




Após comer e descansar um pouco fui para a Academia Uruguay e lá tive minha aula.



É claro que existem muitos métodos de ensino, como por exemplo, aquele tradicional em que o professor fica na frente e os alunos ficam dispostos em várias filas de carteiras [o que é usado em praticamente todas as escolas brasileiras]. Outro bem interessante e interativo é esse da Academia, em que os alunos de certa forma ficam de forma circular. 

Assim existe bastante interação com o professor e entre os outros alunos e ainda se aprende muito mais. E vale ainda lembrar que eles tinham muitos equipamentos [como áudio, notebooks e até projeção, caso fosse necessário, além de muitos jogos didáticos], o que contribuía ainda mais para um bom aprendizado.


Como às segundas-feiras eles sempre disponibilizavam alguma coisa para os estudantes, não perdi tempo e ataquei algumas rosquinhas doces.



Aproveitei ainda para listar meu nome em duas atividades que achei interessante: La Filarmónica Bajo las Estrellas [uma orquestra sinfônica uruguaia] e o Tablado de Carnaval [aqui eu pensei que veria um desfile de carnaval como o que acontece em nosso país, mas foi totalmente diferente do que jamais pensei - foi uma grata surpresa que será contada mais adiante!].

Após o intervalo a professora deu alguns joguinhos para ajudar na memorização, foi bem descontraído e a hora passou voando.



Abaixo estão algumas das cores mais comuns escritas em espanhol:


Às 13:30h acabou a aula e procurei algum lugar para almoçar. Como no dia anterior eu tinha gastado muito preferi ir em um restaurante mais em conta e com um prato com mais sustança dessa vez.





Se não me engano pedi algo chamado Milanesa Pollo con Fritas e com isso consegui matar a fome do domingo. Dali fui para área da feirinha e nas lojinhas de artesanato para ver se conseguia encontrar o globo com a mão, mas não tive sucesso. Ao menos fui capaz de encontrar um Souvenir bem legal do Cerro Montevideo.


Também aproveitei para dar uma passada na agência e perguntei quanto ficaria um passeio de um dia para Colonia del Sacramento e voltei para casa da família novamente. Após às 16:00h fui até a lavanderia da esquina e entreguei um saco cheio de roupas sujas para lavar.


Custou 370 pesos para 7 blusas brancas, 3 blusas coloridas, 8 cuecas box, 1 calça jeans e um bocadinho de meias fedorentas. Como o almoço normalmente custava entre 400 e 600 pesos achei o preço muito bom. No outro dia eu deveria voltar pra pegar as roupas limpas.

Passei o restante do dia no apartamento e ainda terminei de editar alguma parte do relato dessa viagem. Mais à noite aproveitei ainda pra conversar com a Luciana por chamada de vídeo no Whatsapp e ainda dei uma verificada em como estavam as minhas contas.

E para fechar com chave de ouro, ainda consegui tirar uma foto da família reunida [da esquerda para a direita - Stela, Álvaro e Fernanda].


Com tudo o que precisava feito, fui dormir. No outro dia já voltaria a ter passeios interessantes mais uma vez.

Dia 10 - Terça [14/02]

Mais um dia, mais aulas. Os inícios das manhãs normalmente eram bem iguais. Acordava pouco mais de 1 hora antes da aula, tomava meu café da manhã e fazia os deveres atrasados.



Dado o horário fui para a Academia Uruguai e tive minhas aulas normalmente. O que mais se destacou no tema da aula dessa vez foi um mapa que nos ajudou a entender melhor sobre a ubicación [localização das coisas].


Em duplas a gente analisava algum lugar e falava como se fazia para chegar em outra parte. Esse jogo me fez lembrar das vezes que eu procurava algum lugar e ia perguntando vários uruguaios até finalmente chegar ao meu destino final:

Por exemplo, uma conversa típica minha com eles:

Eu: ¡Hola!, por favor, ¿cómo hago para llegar en el lugar x?
Uruguaio: Sigue derecho.
Eu: ¿A la derecha?
Uruguaio: No, derecho.
Eu: En frente?
Uruguaio: Sí, continua derecho por x quadras.

Demorei um bom tempo para acostumar que derecho para eles era "seguir em frente", e direto ficava em dúvida se não estavam pedindo para virar à direita. Para esse caso eles falariam algo como isso:

Uruguaio: Sí, dobla a la derecha y sigue derecho por x quadras.

Como estava cansado dos biscoitos, segui a recomendação de alguém e fui até uma loja chamada Mío [que ficava na esquina] na hora do intervalo.



Após enfrentar o trânsito ferrenho da rua da loja e uma fila enorme comprei o que aqui eles chamam de Empanados. Voltei pra escola e comi isso no pátio de lá.



Após o intervalo aprendemos mais um pouco sobre gramática e utilizamos mais alguns jogos didáticos para melhorar no nosso aprendizado. Terminada a aula, resolvi procurar mais um pouco pela feirinha de vendedores ambulantes pelo globo enquanto eu voltava rumo a casa da família.


Novamente não tive sorte em achar o globo com a mão, mas ao menos encontrei um outro Souvenir que pude adicionar a minha coleção. Também tentei tirar algum dinheiro na Máquina 24 horas, mas ela estava cheia demais de botões e não consegui sacar nada dela. Almocei no mesmo restaurante que eu tinha comido no meu primeiro dia. 


Eu já me animava quando me ofereciam esse pãozinho com a coisa branca que mais parecia um tempero de alho, maionese ou coisa do tipo. Isso sempre era muito bom. Depois de algum tempo veio o prato principal.


Dessa vez eu comi um prato chamado Entrecott a La Parmezana [Entrecott a la parrilla con redución de parmesan acompañado de papas a la suiza]. Basicamente eram duas espécies de bifes diferentes que estavam razoavelmente gostosos.

Assim que comi fiz meu caminho de volta e pouco antes de chegar ao apartamento dei uma passada na lavanderia para pegar minhas roupas limpas.



Proximidades do apartamento da família que eu estava hospedado em Montevideo.
Estavam arrumadinhas, totalmente limpas, passadas e ainda perfumadas. Achei o serviço das moças excelente. Agradeci e voltei para a casa da família. Ali fiquei mexendo no computador enquanto esperava que a filha do casal chegasse, já que tinha marcado um passeio com ela.

Quando deu mais ou menos umas 16:00h a Fernanda chegou, então descemos e seguimos de carro para a Rambla. Hoje eu conheceria o Puerto Buceo, Pocitos e Malvin.





Durante o percurso ela ia me mostrando algumas estátuas, prédios e monumentos da região e sempre explicava direitinho pra que serviam e às vezes até a história por trás deles. Então paramos pra ver um monumento que ela considerava especial.


Mesmo estando longe, os uruguaios fizeram uma espécie de homenagem a todos aqueles judeus que tinham morrido no holocausto.


Como a própria pedra está explicando, o muro lá na frente simbolizava o povo judio, que é associado ao Muro das Lamentações, a parte vazia representa o holocausto, e nela ainda haviam outros significados que não fui capaz de compreender.






Uma coisa que gostei muito do Uruguai é que sempre havia muito verde, a natureza e as árvores estavam sempre bem preservadas, o que deixava tudo mais bonito, limpo e com um ar puríssimo. Voltamos para o carro e seguimos pela Rambla mais um pouco. Paramos onde havia o letreiro de Montevideo.





O letreiro era bem grande e tirei algumas fotos nele. E fomos agora para o Porto, chamado aqui de Puerto Buceo. Ali saímos do carro e fomos andando por ele.












Enquanto tirava as fotos a Fernanda ia me explicando bastante sobre a história do local, disse que antes havia um passeio para uma ilha, mas que ninguém mais quis fazê-lo depois que uma embarcação afundou e disse também que os uruguaios amam o mar e muitas pessoas mantinham barcos para pescar ou aproveitar o dia no mar.

Após algum tempo voltamos para onde o carro estava estacionado e seguimos pela estrada mais um pouco, pois ela queria me mostrar o Museu Naval [em espanhol: Museo Naval]





Infelizmente não pudemos ver o que havia dentro porque o Museu estava fechado, e não só isso, havia um grupo de sem terras acampado nele e dormindo em um dos cantos. Eu até cheguei a falar que a gente não precisava ir lá, pois sei que os Sem Terra costumam agir com muita violência em diversos locais de nosso país e pensava que os daqui não seriam muito diferentes, mas ela queria me mostrar o arco e contar a sua história, por isso demos a volta por trás e chegamos bem perto da construção.


Cheguei até a ver alguns avisos por dentro de uma das janelas, mas saímos rapidamente pra evitar maiores problemas. Agora conheceríamos um pouco mais de Malvin, como Pocitos e suas praias, e também a Playa Molino de Perez e de Punta Gorda.



Se eu quisesse até poderia nadar um pouco, mas disse para ela que antes de vir pro Uruguai eu pensava que o país fosse extremamente frio, ao ponto que levei cerca de 6 blusas de frio e cheguei até a trazer uma bem pesada que minha mãe havia comprado pra mim. Daqui continuamos pela Rambla e seguimos para conhecer as casas de Malvin.




Essa região que paramos era muito bonita, veja a paisagem:


Depois de me explicar da paisagem e dizer que as pessoas costumam pedalar e tomar sol por aqui, aproveitando e curtindo a natureza, subimos até uma praça que ela queria me mostrar.









Após explicar um pouco sobre esse monumento tive a chance de ver tudo do alto desse mirante, o que mais uma vez, foi uma visão bem legal.




Depois de apreciar a vista andamos mais um pouco, dessa vez pelas casas comuns pra conhecer melhor a região e como era a vida dos moradores comuns de Montevideo.





Nessa parte da cidade os moradores não eram ricos, mas tinham um poder econômico razoável e apesar de Montevideo ser bem cara, ainda podiam viver bem. Ao voltar para o carro seguimos para onde seria meu último destino do dia com ela nesse dia.








Essa área da cidade era ainda mais arborizada e a condição de vida de quem mora nela era ainda melhor do que a do lugar que estávamos antes.







Ao descer do carro andamos mais um pouco e passamos por um campo de futebol e também um riacho. Nosso objetivo seria conhecer um antigo moinho que funcionou aqui no passado.








Aqui fiquei sabendo mais da história desse local, o que funcionava nele [infelizmente como não anotei nada não consegui recordar qual era o material que esse moinho produzia], e também o motivo de sua desativação.

E com isso acabou meu passeio pela cidade e chegou a hora de voltar para a casa da família novamente, pois mais a tarde eu ainda teria mais um passeio, dessa vez pela própria Academia.





Chegamos às 19:00h e nesse pouco tempo que fiquei aproveitei para conversar com a Lu numa chamada de vídeo do Whatsapp e ainda ajudei ela a [tentar] conversar com a Kelsy, a americana que também estava hospedada no apartamento, e direto eu tinha que traduzir as coisas uma para a outra pra que elas pudessem se entender, foi bem engraçado!

Para que o relato não fique ainda mais longo, estarei passando o que aconteceu após isso para o próximo post.



Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar a próxima parte do relato:


Clicar: [PARTE 9]

2 comentários:

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